Sintonias de Outras vidas: incapacidade e frustração

A pouco tempo tive a oportunidade de acompanhar uma regressão na qual o cliente acessou uma vida onde assumiu o peso de uma responsabilidade que não lhe pertencia e que gerou a culpa e frustração. 

Vamos entender?

Este cliente, numa determinada parte de sua vida atual, passou a perceber que carregava um sentimento de incapacidade e frustração. Também fazia parte de sua queixa não sentir força para realizar determinadas atividades em sua vida, ficando virado para vícios como o álcool e o cigarro.

Ao acessarmos uma vida anterior ele passou a assistir a situação em que um homem bebia muito e batia em sua esposa. Havia uma criança na cena, ela observava tudo e sentia muita tristeza pela situação de sua mãe. Passado um tempo o pai veio a desencarnar e a mãe chamou o menino que tinha apenas 4 anos de idade e disse: “agora você é o homem da casa”.  A vida seguiu, as coisas ficaram difíceis, a mãe passou a ter que trabalhar fora e mesmo assim o dinheiro não chegava. Havia pouca comida e poucos recursos. Um homem se aproximou e propôs um relacionamento com a mãe, porém a mesma não aceitou. Passando alguns dias, após a insistência do homem e tendo ficado bravo pelo fato da mulher não ceder, ele matou a mulher. Novamente a criança assistiu tudo e ali aconteceu a segunda situação de impotência, pois não tinha idade e nem como defender sua mãe. 

O menino seguiu sua vida num orfanato onde desencarnou após um longo período de depressão e tristeza. No mundo espiritual encontrou sua mãe, a qual veio lhe recepcionar e lhe mostrou tudo por lá. Logo já estavam inseridos em grupos de estudos, convivendo com outros amigos e auxiliando aqueles que por lá chegavam. Os dois já estavam evoluídos e integralizados quando o menino recebeu uma missão: resgatar seu pai que se encontrava no umbral. 

O menino aceitou e a cena não era das melhores, encontrou o pai num cenário depressivo onde mantinha os mesmos vícios que tinha na terra. Foi uma longa conversa até convencer o pai a seguir para a luz com ele. Mas o menino conseguiu e em pouco tempo o pai conseguiu ficar bem no mundo espiritual. (Aqui já pôde lidar com a vitória e sentiu que já possuía outros recursos capazes de ajudar alguém. Isto lhe trará segurança na vida atual).

Claro, resumimos a história para que você possa ter ideia do contexto!

O que chamo atenção aqui é para algo que os pais ainda costumam fazer: transferir para a criança a responsabilidade de ser o homem ou “a dona” da casa. Isto traz um peso muito grande para uma alma tão pequenina. E é claro e óbvio que ela não dará conta do recado, atraindo para sí as possibilidades da depressão, dos vícios, da desolação e da frustração.

O homem que veio até minha sala consultar, ainda carregava a culpa daquela vida, por não ter conseguido atender a responsabilidade que sua mãe, ingenuamente, lhe transferiu.

NUNCA FAÇAM ISTO!

Criança precisa ser criança. Precisa brincar, pular, dançar, estudar… viver a vida de criança. Os problemas dos pais devem ficar com os pais. Transformar a criança num “amigo” que vai ficar ouvindo os desabafos da mãe e do pai, ou ficar de juiz na separação do casal, é convidá-la a ficar doente.

O objetivo da regressão é mostrar para a pessoa no que ela está sintonizada, pode ser de outra vida, ou do início desta, ou ainda em coisas que não lhe pertence e que pode ser dos ancestrais. Desta forma ela irá fazer o entendimento e possibilitar o desligamento desta sintonia, passando para uma segunda fase da terapia que é modificar seus hábitos para que não traga a sintonia de volta.

Após uma sessão de regressão você sente que um peso foi embora, passa a ler a vida de outra forma, compreendendo os insights de modo mais claro e objetivo e passa a viver em sintonia consigo mesmo. 

Cada pessoa possui uma história. 

A deste rapaz era esta. 

E a sua? Qual é?

 

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